Clássico dos mares: Recife Mariners e Recife Pirates lutam na semifinal da Superliga Nordeste

Mariners tentam manter o tabu de jamais ter perdido para o rival Pirates. Foto Tiago Giordani/Mariners

Um clássico não é um jogo comum. É aquele tipo de encontro que não existe favoritismo. Neste domingo (8), às 15h, o Recife Mariners enfrentará o Recife Pirates pela 11ª vez na história e este duelo – que começou nas areias da praia de Boa Viagem em 2007 – nunca foi tão importante. Pela primeira vez as equipes se enfrentarão em um mata-mata e quem vencer decidirá o título nordestino contra o João Pessoa Espectros.

Bem diferente do primeiro Clássico dos mares, realizado em frente do edifício Portugal na Avenida Boa Viagem, as equipes evoluíram. Hoje, a proteção deixou de ser apenas o protetor bucal. Shoulder pads e helmets são obrigatórios. A maioria dos atletas que jogaram aquela primeira partida, hoje estão longe dos times. Um dos poucos que ainda conseguiu permanecer foi o running back dos marinheiros, Raphael “Guri” Cortez. No Mariners desde a fundação, Guri sabe da importância desta partida, principalmente a deste ano que será em uma semifinal.

— Esse jogo significa emoção de uma rivalidade desde o começo do futebol americano aqui em Pernambuco. Não importando a diferença da qualidade dos times, é sempre um jogo interessante. E será ainda mais esse ano porque sabemos da melhora considerável que o Recife Pirates teve, conseguindo chegar aos playoffs — comentou o atleta.

Quem também vive essa rivalidade de perto é o head coach dos azuis, Lucas Cisneiros. Ex-quarterback e primeiro jogador a lançar para touchdown em um Clássico dos mares, o ex-atleta reconhece a importância da partida para ambos os lados.

— Cada ano esse jogo parece significar algo diferente e a mais. É um jogo que remete ao início de toda a trajetória do futebol americano no Recife, de onde saímos e como já evoluímos — lembrou.

A partida será mais especial ainda por ser tão decisiva. O vencedor avançará à final da Superliga Nordeste e um duelo dento de campo será bem especial. De cada lado, dois norte-americanos tentarão fazer a diferença. Pelos Mariners: Drew Banks e T. L. Edwards são as referências. Pelos Pirates: Dominique White e Darrick Dillard tentarão superar os azuis. Um duelo que promete levar grande público aos Aflitos e parar o Recife.

Histórico de confrontos entre Mariners e Pirates

Era beach football
1/set/2007 – Mariners 17-0 Pirates – amistoso (Boa Viagem)
7/jun/2008 – Mariners 7-3 Pirates – amistoso (Boa Viagem)

Era half pads (apenas ombreiras)
29/nov/2009 – Mariners 53-0 Pirates – amistoso (Sudene)

Era full pads
14/mai/2011 – Pirates 0-9 Mariners – Linefa 2011 (Recife)
10/set/2011 – Mariners 21-0 Pirates – Linefa 2011 (Cabo de Santo Agostinho)
4/ago/2012 – Mariners 27-2 Pirates – CBFA 2012 (Camaragibe)
15/set/2012 – Pirates 12-30 Mariners – CBFA 2012 (Camaragibe)
5/set/2013 – Pirates 15-23 Mariners – CBFA 2013 (Recife)
3/ago/2014 – Mariners 26-0 Pirates – Superliga Nordeste (Estádio dos Aflitos)
2014 – Pirates 0-31 Mariners – Superliga Nordeste (Camaragibe)