Colapsos do pocket atrapalharam o game plan do Cascais Crusaders contra o Lisboa Devils

Linha ofensiva do Cascais Crusaders teve dificuldades no primeiro tempo contra o Lisboa Devils. Foto Margarida Cautela

Após a estreia com o revés de 56 a 22 para o Lisboa Devils, pela semana 1 da Liga Portuguesa de Futebol Americano (LPFA), o Futebol Americano Brasil conversou com o signal caller Manuel Farano e o wideout Duarte Cruz para saber mais sobre como se comportou a unidade de ataque do Cascais Crusaders.

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Os Crusaders tiveram baixas tanto na defesa quanto no ataque para este arranque da nona edição do certame nacional. Dois nomes ainda reforçaram o rival do último final de semana. Na defesa saiu o defesive line António Cabral. No ataque o playmaker running back Juzz Tiny. Com dois atletas que faziam a diferença em épocas passadas, o elenco atual sentiu o baque no primeiro tempo contra os Devils. A primeira metade encerrou em 34 a 0 aos mandantes.

Sem poder de reação, a offensive line teve muitos problemas para produzir no relvado do Campo Branca Lucas, em Lisboa. O front seven lisboeta forçou hurries contra Farano ao por em colapso o pocket de Cascais.

— A nossa linha ofensiva precisa de melhorias, a linha defensiva deles agora com o António Cabral, que era o nosso capitão da DL no ano passado, está muito forte e meteu pressão em mim o jogo todo. A nossa defesa deu o seu melhor, mas o run game deles está muito bom agora com o Juzz Tiny. Isso com o William La’Prado e o quarterback americano deles o Kyle [Nolan] forma-se numa offense bastante completa no backfield — contou Farano sobre a partida.

— Acho que algo que fez com que os Devils ganhassem uma grande vantagem foi o front 7 deles ser muito mais forte que a nossa linha ofensiva. Dessa forma não tivemos quase jogo de corrida o jogo todo e o jogo de passe também foi muito difícil apostar porque havia sempre quebras no pocket — explicou Cruz.

Com a diferença técnica pendendo para o lado rubro-negro, o Cascais Crusaders até que esboçou uma reação após o halftyime break.

— Eles jogaram e executaram melhor que nós o jogo todo, enquanto os Crusaders só meteram o pé no gás no terceiro quarto — disse Farano.

O fato de ter um rookie e dois segundanistas na O-line foi um fator decisivo para que o pocket fosse instável a Farano.

— Acho que simplesmente a linha defensiva deles com a ajuda dos linebackers em blitz conseguiu atrapalhar muito a O-Line. Acho que a experiencia da minha O-Line se fosse maior se calhar ajudaria em alguns casos, mas acho que contra o que estiveram neste domingo, jogaram com tudo o que tinham e é só isso que podia pedir deles — comentou Farano.

Para o receiver, a linha de ataque ainda precisa ganhar cancha para ser uma ameaça as defesas rivais.

— Foi o primeiro jogo para um deles, outros dois é o segundo ano mas estiveram lesionados grande parte do primeiro ano. É preciso ganhar experiência primeiro. Já vi guards do peso deles a fazerem grandes estragos. Acho que não há nada melhor para evoluir do que jogar o jogo e é o que está a falta — disse Cruz.

A mentalidade para o próximo compromisso contra o Lisboa Navigators, no Campo das Fontaínhas, em Cascais, será diferente.

— Acho que este jogo foi bom para abrir os olhos à equipa e ver que realmente ainda falta muito trabalho, mas também a equipa está esforçada, desde o início da época que se tem aplicado nos treinos. Também temos que ver que os Devils são os campeões atuais. Além disso, ficaram mais fortes ao mesmo tempo que os Crusaders perderam três jogadores bastante experientes para eles. Acho que para o próximo jogo a equipa vai continuar a querer melhorar nos treinos e fazer film study e queremos a vitória claro — finalizou Cruz.

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