Dupla despedida nos playoffs entre Recife Mariners e João Pessoa Espectros

Teixeira jogará sua última pertida pelo Recife Mariners. Foto: Bruna Monteiro/Mariners

No dia 22 de novembro de 2015, Ricardo Teixeira fez uma das suas melhores partidas com a camisa do Recife Mariners. Sua atuação foi impecável. Foi o responsável pelos dois touchdowns dos pernambucanos na Arena de Pernambuco. As comemorações foram do jeito de sempre. Alegres, mas em silêncio. Sem uma palavra. Com calma. Apesar do seu bom desempenho, o futebol americano é um jogo coletivo. Não depende apenas de um jogador e quando menos se espera tudo pode mudar. A liderança de 14 a 13 foi destruída com um field goal de mais de 50 jardas de Diego Aranha que deu o título ao João Pessoa Espectros.

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No fim da partida, o wide receiver olhava para o campo e para o placar sem entender o que acontecia. Pensou em parar, mas deixou a ideia de lado. Agora, 11 meses após a derrota acachapante, Ricardo tem uma nova oportunidade. Às 14h deste sábado (22) no Estádio dos Aflitos, o camisa 19 e seus companheiros de azul tentarão enterrar no passado as derrotas na Arena de Pernambuco para os rivais da Paraíba e dar uma despedida honrosa dos jogos em casa a um dos melhores recebedores que o Recife Mariners teve nos seus 10 anos de história.

Ricardo começou a jogar pela equipe bem diferente da grande maioria do elenco de 2016. Foi nas areias da praia de Boa Viagem, convidado por seus amigos de prédio, que o atleta começou a das seus primeiros passos no futebol americano. Quando o time começou a jogar na grama ele assumiu o posto de protagonismo que lhe cabia. Sempre foi um dos alvos prediletos dos quarterbacks e reconhece que muito do que aprendeu com o time ele leva para a vida.

— Disciplina, trabalho em equipe e cuidado com a forma física são algumas coisas que aprendi nos Mariners. Isso realmente mudou a minha forma de pensar e agir na minha vida pessoal — lembrou o engenheiro civil de 27 anos.

Autor de quatro touchdowns na pós-temporada da Superliga Nordeste do ano passado, ele relembra com muito carinho o primeiro touchdown da final. É o seu predileto nesta longa caminhada com os azuis. Ainda mais porque teve que lidar com lesões na coluna, que quase o tiraram dos jogos decisivos do ano passado. As dores físicas poderiam ter sido somadas à decepção da derrota na final e antecipar um adeus ao time, mas Ricardo ponderou. Pensou em parar. Titubeou e decidiu que isto ficaria para 2016.

— Achei que não era a hora de parar sem ter sido campeão brasileiro — revelou.

Despedida dos Aflitos

Além da despedida de Ricardo do futebol americano, quem também dará um tempo na bola oval é o estádio dos Aflitos. Como será a casa do Náutico em 2017 e já passa por reformas estruturais, está será a última partida da modalidade no estádio nos moldes atuais.

O maior clássico nordestino

Se antes a rivalidade entre Espectros e Mariners ficava só no papel, já que os paraibanos tinham vencido os seis primeiros encontros, nos últimos três anos ela mudou de totalmente. Nos últimos seis jogos, foram quatro vitórias dos Mariners e duas dos Espectros. A diferença é que os pernambucanos venceram todas as partidas em temporada regular e o os atuais campeões brasileiros os jogos de playoffs. Mais um desafio para o Mariners neste sábado nos Aflitos.

Confira o história do duelo

2009

Espectros 45-13 Mariners

Espectros 38-25 Mariners

2011

Mariners 2-7 Espectros

Espectros 34-7 Mariners

2012

Espectros 43-6 Mariners

Mariners 0-56 Espectros

2014

Mariners 24-7 Espectros

Mariners 12-38 Espectros

2015

Espectros 19-20 Mariners

Mariners 25-19 Espectros

Mariners 14-16 Espectros

2016

Espectros 10-14 Mariners

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