‘É um sonho realizado’, diz Becker sobre a expectativa de jogar o BFA pelo Santa Maria Soldiers

Becker deverá ser testado como wide out no ataque do Santa Maria Soldiers. Foto Arquivo pessoal

O wide receiver, placekicker e returner Luis Becker chega como um grande reforço para o ataque aéreo do Santa Maria Soldiers para a temporada 2018 do campeonato gaúcho e Brasil Futebol Americano (BFA). O Futebol Americano Brasil conversou com o atleta para saber suas expectativas na nova casa.

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Becker trocará a pacata Frederico Westphalen pela cidade universitária Santa Maria. A grande logística que envolvida viagens seguidas para Ijuí se encerrará com a mudança definitiva par ao coração do Rio Grande, o que inclui a conclusão da faculdade de fisioterapia.

As chances de seguir em Santa Maria após conquistar o diploma – cuja a meta é encerrar em dois anos e meio – ainda estão sob avaliação do atleta.

— Não tenho ideia mais das coisas. Há dois anos eu nem sabia desse esporte e hoje olha o que aconteceu. Não tenho ideia do que irá acontecer. Apenas vou deixar rolar — disse Becker.

O signal caller Douglas Rodrigues já conta com atletas experientes para desempenhar a função de wide out e split end, como são os casos de Douglas Elesbão e Marcos Spiess. A disputa interna é uma motivação para Becker, que ainda não sabe em que posição se encaixará melhor no sistema de Gustavo Petter.

— Não sei como será o playbook e nem qual a plano dos coaches pra mim. Mas, não vejo problema de jogar em wide out ou slot receiver — comentou.

— Não cheguei a ver os videos dele pra fazer essa análise. Jogar por dentro requer um pouco mais de experiência geralmente. Não sei o quanto ele conhece sistemas defensivos nesse momento, vamos testar provavelmente ele comece como out, mas isso só vamos saber depois de começar os treinos — explicou Rodrigues.

Mesmo assim, a entrada de mais um target foi comemorada por Rodrigues.

— Acho uma boa, não tive a oportunidade de conversar com ele ainda, mas a competição interna é sempre saudável para qualquer time.

A filosofia dos Soldiers seguem um sistema mais complexo do que vivido na época de Ijuí Drones com o quarterback Uil Patrique Gutterres, quando as conexões em rota fly garantiam os touchdowns do elenco áureo-negro.

Explorar as demais rotas da árvore de receivers, incluindo double moves, provocam o aprendizado no jogador. A adaptação na unidade em pouco tempo é um risco a ser encarado por Becker.

— Tem dois modos de se adaptar que funcionam se feitos juntos: treino e estudo. Sem contar o empenho e a dedicação. Então será corrido, mas tenho certeza que vou me adaptar e ajudar os Soldiers — argumentou.

A chance de atuar em uma competição de nível nacional pela primeira vez encanta o atleta, já que os Drones jamais cruzaram a fronteira da Região Sul, quando jogaram somente a Copa Sul. A expectativa de atuar no BFA cresce.

— É um sonho realizado, para muitos isso pode não ser muita coisa, mas quem acompanha de longe e ama o esporte é impossível não sentir vontade de jogar — finalizou.

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