Entenda como funcionará o Brasil Futebol Americano em 2017

O logo da Brasil Futebol Americano. BFA/Divulgação

Na última quinta-feira (16), os dirigentes da nova versão da Superliga Nacional anunciaram de forma oficial – via transmissão do Salão Oval – como será a temporada 2017 da primeira divisão do campeonato brasileiro. Após muita especulação sobre o nome Brazilian Football League (BFL), os diretores do certame divulgaram que a alcunha passa a ser Brasil Futebol Americano (BFA).

Saiba como foi a temporada 2016 da Superliga Nacional



Apesar de atritos com fãs e imprensa a respeito do marketing adotado pela comunicação da BFA, os administradores procuraram esclarecer os motivos da tomada de decisão.

“Vocês podem estar se perguntando o que aconteceu para o nome mudar de BFL para BFA, mesmo que muitos tenham gostado da BFL e tudo que havia sido apresentado. Transparência é um dos nossos pilares nesse processo, então vamos explicar para quem ainda não entendeu o que aconteceu.

Estamos realizando estudos sobre a marca há alguns meses, e havíamos gostado muito da ideia da BFL. Desenvolvemos uma logomarca com um brasão e suas variações, um nome em inglês etc. Mas a identidade visual ficaria muito parecida com a da NFL, o que já causaria problemas, e o nome Brazilian Football League já era registrado pela Globo.

Partindo desse fato, optamos pela BFA, Brasil Futebol Americano. Uma logo original, brasileira, sem possibilidades de problemas com NFL ou outros registros já existentes”, publicou a BFA em sua página oficial no Facebook.

Bruno Marcelo, Bruno Takahashi e Bruno Guilherme explicaram como definirá a edição de 2017 do campeonato nacional. O modus operandi segue o mesmo da temporada anterior, principalmente em relação as formações das Conferências. Entretanto, elas sofreram alterações nos nomes, onde passam a se chamar: Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

— As primeiras conversas sobre a formação da BFL foram iniciadas em novembro de 2016. O funcionamento se dá por representatividade das equipes, todo mundo tem voz dentro do campeonato. O formato é de manutenção dos times da primeira divisão. Todos os times têm de se adequar a requisitos mínimos para participar. Precisamos elevar o nível e padronizar o evento, tal como: pintura e infraestrutura. Queremos trazer o conceito do evento em si. Queremos que o torcedor encontre em Santa Catarina a mesma coisa que ele veja em Fortaleza — explicou o dirigente de gestão, Marcelo Bruno.

Um dos objetivos a ser alcançados pelas equipes participantes é a troca de conhecimento em diversas áreas, com o propósito de crescimento mútuo entre os competidores.

— O objetivo do conceito da Liga é trazer o know-how entre os times. Queremos trazer o público que ainda não é consumidor — contou o dirigente de marketing, Bruno Takahashi.

Com padronização na administração e realização dos eventos e jogos durante a época, houve o receio de que alguns clubes não se encaixariam de acordo com as regras propostas pela BFA, o que poderia dar margem a exclusão de equipes.

— Os times não precisam ficar preocupados com as nossas regras. Não queremos excluir ninguém. Vamos dar prazo para elas se adequarem e ajudar aqueles que precisam. Não temos o interesse de separar o futebol americano. Se os times e a liga estiverem fortes, isso será o melhor — disse o presidente, Bruno Guilherme.

— Vamos padronizar desde o uniforme do staff, totens da liga, fazer o cadastro de atletas. A Multirac realizará o cadastro de atletas, notícias e feeds. A gente entende que teremos um caminho longo pela frente, como fazer com que as equipes entendam esse conceito. O objetivo é trazer para a BFA um caminho melhor não para as equipes, mas para quem assiste — completou Takahashi.

Quanto ao cadastro de atletas e a finalização do site, Takahashi informou ao Futebol Americano Brasil que ficará pronto em dois meses.

Com a elevação do nível organizacional, os times que não se adequarem aos preceitos serão tirados do certame. Vale ressaltar que a Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA), que geria e planejava a competição, está fora da BFA no quesito formação do campeonato. A CBFA ficará no encargo da gestão da Liga Nacional, Brasil Onças e demais competições de flag football.

— Se ao longo dos anos os times não atenderem os requisitos, a diminuição do número de equipes tente a diminuir — contou Marcelo.

O investimento master

Para que muitas ideias saiam do papel, a intervenção de patrocínios via investidores é um fator determinante para que o planejamento busque sucesso com maiores chances. A BFA divulgou que já existe um grupo de interessados em financiar o projeto. O que facilitará a gestão de equipes de menor poder aquisitivo e administração.

O intuito é diminuir os custos de logística, o maior empecilho enfrentado pelos times desde que o futebol americano é organizado no Brasil.

— Existe um grupo de investidores. Já temos recursos para tocar o campeonato. A parte estrutural do campeonato será custeada: arbitragem, deslocamento, pintura ou ambulância. Tudo o que puder ser pago para a estrutura do campeonato vai ser pago. No final, a ideia é que 50% do lucro seja dividido igualmente entre os times, outros 10% enviado a CBFA e 40% aos investidores. Vamos trabalhar junto com a CBFA, desde documentação e papelada. A CBFA vai chancelar a liga — ilustrou Guilherme.

De acordo com a BFA, o modelo atual não auxilia todos os participantes. Tanto que desistências se tornaram rotineiras ao longo destes oito anos de coordenação de torneios. De acordo com a BFA, mudança na compreensão do desporto como uma empresa que vende um produto de entretenimento para os consumidores será a chave para o alcance das metas estipuladas.

— A maioria dos times não encaram os torcedores como os seus clientes. Alinhamos o plano de negócios para poder pegar o know-how e distribuir aos demais. Precisamos da estrutura mínima para poder vender um produto — finalizou Takahashi.

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