Goiânia Rednecks e Juiz de Fora Imperadores anunciam desistência da temporada 2018 do BFA

BFA terá 30 times na temporada 2018

A tarde desta quinta-feira (5), marcou o primeiro baque do segundo semestre. Duas desistências seguidas abalaram o certame de elite nacional. Anunciaram suas saídas os programas de futebol americano Goiânia Rednecks e Juiz de Fora Imperadores da disputa da temporada 2018 do Brasil Futebol Americano (BFA).

Saiba como está o calendário de jogos do BFA

Segundo comunicado dos gestores da BFA, no dia 3 de julho, a direção dos Imperadores formalizaram a desistência da competição ao alegar problemas financeiros e estruturais. No dia 5 de julho, foi a vez dos Rednecks.

Devido a desistência das equipes mineira e goiana, os dirigentes do BFA aplicaram uma multa administrativa de R$ 5 mil, não participação no BFA 2018 e perda da vaga na temporada 2019. Como o campeonato brasileiro está prestes a se iniciar, todos os jogos que envolviam Imperadores e Rednecks serão considerados como walkover.

“Todo o planejamento do campeonato foi realizado com meses de antecedência. Nosso compromisso é em realizar um campeonato de alto nível dentro e fora de campo, com o menor custo possível para as equipes, e para isso, o planejamento antecipado é fundamental. Conforme alinhamento de agosto/2017 entre os dois campeonatos de âmbito nacional (BFA e LNFA) e Confederação Brasileira de Futebol Americano, a exclusão das equipes da BFA 2018 acarreta também a suspensão da participação na BFA e LNFA nas temporadas de 2018 e 2019”, explicou a nota publicada pelos gestores do BFA, em sua página oficial no Facebook.

Ao todo, cada um dos times faria seis jogos na temporada regular. O número poderia variar caso avançassem aos playoffs.

Em um levantamento realizado pelo próprio Brasil Futebol Americano, o cálculo de quilometragem para viagens como visitante para os Rednecks ficou em 3.918km, enquanto que os Imperadores percorreriam 1.884km.

Conforme apurou o repórter Bruno Ribeiro, do GloboEsporte.com, com o presidente dos Imperadores, Laércio Azalim, o rompimento do programa com o Cruzeiro Esporte Clube inviabilizou a reestruturação do projeto para competir no certame nacional.

— Entre o fim da parceria com o Cruzeiro e o início do Brasil Futebol Americano ficou um espaço muito curto para conseguimos o necessário para participar. O objetivo é financeiro principalmente e pela falta de atletas. A gente perdeu muitos atletas com o fim da parceria e precisávamos nos reestruturar para participar do campeonato. Não adianta a gente entrar no campeonato sem a competitividade necessária. Estudamos todas as possibilidades e essa é aquela que causará menos problemas futuros. O objetivo é se reestruturar para mais à frente voltarmos para as competições nacionais. Não temos recursos para isso no momento — explicou.

Histórico de desistência e suspensão na elite não é recente

Esta não é a primeira vez que há desistência de atuar na elite nacional. Em 2016, quando os participantes do extinto Torneio Touchdown unificaram forças com os programas da Superliga Nacional, o Jaraguá Breakers havia anunciado que não atuaria. No meio da temporada, o Botafogo Challengers também saiu da competição. No caso dos catarinenses, como não havia o alinhamento entre as direções da Superliga e Liga Nacional na época, os Breakers puderam jogar no ano seguinte a LNFA.

No ano seguinte, por problemas técnicos, o Santos Tsunami sofreu a suspensão e não poderá atuar nas duas principais competições neste segundo semestre.

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