Jogadores híbridos foram decisivos para montar a unidade de defesa por Lovett ao Brasil Onças

Ser rover como Bernardini e Mota (d) foi determinante para a escolha dos linebackers e safeties do Brasil Onças. Foto Arquivo pessoal e Sada Cruzeiro/Divulgação

Após a convocação do roster do Brasil Onças para o amistoso contra a Argentina Halcones, no dia 16 de dezembro, no estádio Mineirão, em Belo Horizonte, pelo head coach Gabriel Mendes, o Futebol Americano Brasil conversou com o coordenador defensivo dos Onças, o americano Clayton Lovett, para entender as tendências da unidade para o amigável.

Confira a lista dos convocados pelo Brasil Onças



Dos 45 nomes chamados por Mendes, Lovett teve a oportunidade de optar por 22 nomes. Destes atletas defensivos são: três nose tackles, três defensive tackles, três defensive ends, seis linebackers, quatro safeties e três cornerbacks.

Como Mendes já antecipou, a base do sistema a ser utilizado será o 43, o mesmo já implantado na disputa da IFAF World Championship de 2015, em Canton/Ohio, nos Estados Unidos.

— A base 43 está mantida. Em algumas situações, dependendo do que a gente vai enfrentar, ela pode virar uma 4-2-5, que é mais ou menos o que a gente já tinha com o Igor Mota fazendo esta função de nickel. Temos também outros jogadores que podem desempenhar esta função de nickel como o próprio Guilherme Santana, José Edvaldo “Pezão” e Victor Miranda. Tem outros jogadores que podem fazer este outside linebacker mais como um nickel. Se precisar trazer um oitavo homem para o box, o Henrique Rocha, por exemplo, já mostramos isso contra a França, ele é um excelente run stopper. Então, ele poderia ser este oitavo home no box por ser um excelente tackleador e chegar com muita força e precisão nos tackles. Isso é possível também, com o personel que a gente tem, caso o jogo se desenhe para esta forma  — disse Mendes ao Futebol Americano Brasil.

Uma análise primária do FABR sobre o perfil dos atletas convocados prevê a exploração da secundária em cover 2 e marcação man. O que liberaria uma agressividade maior dos brasileiros contra os receivers argentinos forçando os Halcones aos smashmouth offense.

— Em relação a cover 2, não necessariamente. Isso ainda vai ser desenvolvido, mas nós também temos pacotes de cover 3. O coach Clayton está querendo uma marcação mais de man, que é um tipo de cobertura que a seleção usou muito pouco no passado. Com os nomes que a gente tem, o coach Clayton acredita que podemos desenvolver algo mais agressivo e soltar um pouco mais de blitz — finalizou Mendes.

Confira abaixo a entrevista com Lovett na íntegra

Futebol Americano Brasil – De acordo com o head coach Gabriel Mendes, o Brasil Onças usará um front seven 43 como base do sistema defensivo, o mesmo implantado quando o time jogou a IFAF World Championship de 2015. O que muda no sistema defensivo brasileiro de 2015 para 2017?

Clayton Lovett – Nós somos simples. É apenas a defesa de um gap e contamos com bons atletas que executam bem as chamadas.

FABR – Há alguma possibilidade da unidade defensiva usar outro personel como o 42 e nickel, por exemplo, mesmo que os argentinos não são expertises em jogar com tight ends ou personel pesado para as jogadas?

Lovett – Nós sempre procuramos um “atleta tipo safety” no outside linebacker. Sinto que isso nos permite ter flexibilidade com pacote nickel sem ter que trazer personel diferente no campo, o que economiza tempo no ensino e na instalação.

FABR – A escolha de perfis de atletas com funções híbridas como rover, assim como o Igor Mota ou Andrew Bernardini, foi um fator decisivo para montar o roster da D-unit?

Lovett – Absolutamente. Eu diria que qualquer jogador que escolhemos como safety ou outside linebacker é quase um tipo de atleta intercambiável. Eu sei que as pessoas tentam comercializar esse esporte como “o futebol americano é para todos!”. Mas, acho que esse esporte é para pessoas rápidas, não é para todos. Precisamos de caras que possam correr e cobrir como safeties, mas preencher o downhill como linebackers. Sinto que os jogadores que escolhemos entre os outside linebackers e safeties nos permitirão fazer isso.

FABR – Diferentemente do gap contain e a cobertura em zona usado em 2015, há a possibilidade dos Onças usarem mais pacotes com blitz para tirar o conforto do signal caller argentino?

Lovett – Falamos muito sobre tentar enteder de nosso “porquê” – em outras palavras – sempre queremos ter uma razão clara para o que estamos fazendo. Então, se vemos um motivo para pressionar ou não pressionar, tomaremos uma decisão com base nisso. Embora tenhamos um plano de jogo, sempre que você joga contra uma boa equipe, esse plano de jogo começa a mudar no início do jogo – porque um oponente bom faz ajustes. A Argentina vai trazer alguns jogadores de futebol realmente talentosos e uma excelente equipe de treinadores para este jogo. Sabemos que teremos de estar preparados para se ajustar ao longo do jogo.

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