Lições que o futebol americano nos dá para a vida

Brigar por uma ou dez jardas, lutar junto do companheiro, enxergar o bem maior em prol do time, jogar pela vitória a todo instante e jamais desistir. Essas são algumas das premissas que o futebol americano ensina dentro de campo.

Seja jogando no Super Bowl, um evento para milhões de pessoas, ou simplesmente brincando com os amigos no fim de semana, o futebol americano é muito mais do que um simples esporte para aqueles que amam esse jogo. A natureza e a beleza do jogo são uma dádiva para os que conhecem e muito do que acontece no gramado é uma metáfora para a vida.

Afinal, como diz Vince Lombardi, futebol americano é como a vida: “É preciso perseverança, espírito coletivo, trabalho duro, dedicação e respeito pela hierarquia”. Entre frases de Lombardi, outros ícones e jogos históricos, há uma lista de lições que o futebol americano proporciona aos seus fãs e jogadores.

Lutar pelo espaço — “O que ajuda a tornar o futebol americano tão especial é fato de que cada jarda conta. Uma jarda pode fazer a diferença entre a vitória e a derrota, e isso é uma verdade não só dentro desse jogo”, disse uma vez o cornerback Richard Sherman.

A frase de Sherman ilustra como num campo de futebol não é preciso de apenas talento para vencer. É também necessário coração, e muita garra para lutar pelas jardas — e que no fim das contas isso pode ser decisivo. É uma perfeita metáfora para a vida: só o talento e a habilidade provavelmente não vão te levar ao que você deseja.

Trabalho em equipe — Ganhar requer trabalho em equipe em qualquer lugar, e um dos maiores treinadores da história partilhava desse princípio. “Pessoas que trabalham em equipe vencerão, seja contra complexos sistemas defensivos no futebol americano ou nos problemas modernos da sociedade”, afirmou uma vez o lendário Lombardi.

Estátua de Vince Lombardi no Lambeau Field. Fonte: Wikimedia
Estátua de Vince Lombardi no Lambeau Field. Fonte: Wikimedia

Não há atalhos para o sucesso — Os times mais vitoriosos da história do futebol americano tiveram o trabalho em primeiro plano, não o talento. Um exemplo perfeito no lado individual é Tom Brady, que foi escolhido na sexta rodada do draft de 2000. O sucesso não veio fácil para um dos melhores quarterbacks da história, e sair do nada até o topo não exigiu nada além de muito trabalho e conquistas diárias.

“É preciso trabalhar a todo instante, não só dentro do campo. Futebol americano é como a vida, não é um jogo de atalhos”, disse uma vez Brady.

Tom Brady pelo New England Patriots. Fonte: Flickr
Tom Brady pelo New England Patriots. Fonte: Flickr

Não tente bancar o esperto demais — A ousadia muitas vezes é uma boa saída, mas há uma linha tênue entre isso e tentar bancar o esperto demais sobre os oponentes. As vezes o melhor é ser cauteloso e jogar com as suas limitações, sem tentar ser o herói ou dar um passo maior do que a perna.

Há um lance icônico que representa isso muito bem. Em 1984, no jogo entre Los Angeles Raiders vs. Washington Redskins, o time dos Redskins estava perdendo por 14 a 3 quando o primeiro tempo estava terminando e com o time na linha de 12 jardas do próprio campo.

A situação ali era óbvia: ajoelhar e esperar o fim do primeiro tempo. Só que os Redskins tentaram uma jogada muito arriscada, a “Rocket Screen”, e os Raiders conseguiram a interceptação para o touchdown que praticamente sacramentou a partida. Isso mostra como, em situações adversas, não dá para bancar o herói. Se as probabilidades estão contra, é bom não tentar fazer além do esperado e essa jogada ficou marcada para a história como um exemplo claro disso

Liderança — “Líderes são feitos, eles não nascem assim. Eles são feitos de trabalho duro, que é o preço que todos nós devemos pagar para conseguir qualquer objetivo que vale a pena”, disse Lombardi.

O futebol americano ensina, como nenhum outro esporte, a colocar a liderança em evidência. O quarterback é o maior exemplo disso. Ele precisa representar o time, guiar a equipe em todos os momentos e ser o porta-voz do treinador dentro de campo.

Mas não são apenas os quarterbacks que podem ser líderes. Jogadores de qualquer outra posição podem inspirar os outros a fazer mais e melhorar o time como um tudo, o que é uma excelente metáfora para a sociedade como um tudo. “Liderança é uma grande parte de tudo, não só dentro do campo”, afirmou uma vez o ex-jogador Ray Lewis.

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