Monterrubio se manifesta contra sistema adotado pela SPFL sobre transferências de jogadores

No início da tarde desta sexta-feira (19), Rubens Mendes Monterrubio publicou um post polêmico onde envolve uma regra sobre transferência de jogadores na São Paulo Football League (SPFL). O atual sistema do certame paulista limita o número de trocas de atletas entre as equipes participantes, além de cobrar taxas por tais movimentos. O ato de Monterrubio tem aval de outros jogadores de São Paulo.

Saiba como foi a temporada 2017 da SPFL



Leia abaixo a publicação na íntegra

“CARTA DE REPÚDIO A REGRA DE RESSARCIMENTO DA SPFL

Nós, atletas vinculados e adimplentes a SPFL, vimos por meio desta manifestar a nossa total insatisfação com a determinação da Liga e do aceite dos times em criar e manter uma taxa de ressarcimento dos times quando atletas desejam se desvincular destas entidades. Não somos atletas profissionais, todo esse dinheiro é revertido para a Liga, para os times e para os proprietários da Liga que é uma entidade particular, sabemos que os times concordaram com essa regra dada a necessidade de se “manterem seguros”, mas isso fere nosso direito de jogar onde nos sentimos melhor, mais desafiados ou mesmo melhor treinados.

Concordamos que a transferência descontrolada de atletas pode enfraquecer diversas entidades, mas é obrigação dos times terem categorias de base e atrativos para criar atletas, mantê-los ou mesmo trazê-los de outras equipes por verem que terão melhores condições em outro time, não podemos ser obrigados a jogar por um time onde não queremos, fazemos isso por amor, hobby.

Nós, atletas, queremos o fim dessa regra, queremos que os clubes e a liga nos ouçam, nem todos atletas contra essa regra querem a transferência imediata, mas não queremos, e não podemos, ficar presos a equipes que não nos agradam na forma de gerir o esporte.

Segundo o artigo 29 da Lei Pelé:

§ 29 É considerada formadora de atleta a entidade de prática desportiva que: (Redação dada pela Lei n2 12.395, de 2011).

c) garantir assistência educacional, psicológica, médica e odontológico, assim corno alimentação, transporte e convivência familiar; (Incluído pela Lei ri. 12.395, de 2011).

g) ser a formação do atleta gratuita e a expensas da entidade de prática desportiva; (Incluído pela Lei nº 12.395, de 2011).”

Comentários? Feedback? Siga-nos no Twitter em @fabrnoticias e curta-nos no Facebook.