Zanon: a arma do Brasil Onças para forçar o quarterback ao hurry

Zanon é uma das peças-chave no pass rush do Brasil Onças. Foto Arquivo pessoal

Presença no Brasil Onças desde 2014, o defensive end do Santa Maria Soldiers, Vinícius Zanon, é o único representante do Rio Grande do Sul na convocação do head coach Gabriel Mendes. Playmaker entre os defensive lines, o gaúcho é peça confirmada entre os melhores da posição na América do Sul. O jogador fará parte do roster para o amistoso contra a Argentina Halcones, no dia 16 de dezembro, no estádio Mineirão, em Belo Horizonte.

Confira os convocados para o Brasil Onças



Versátil tanto como defensive end e tackle, Zanon também pode atuar como tight end na unidade ofensifa, caso o coordenador Brian Guzman venha a ter problemas entre os H-backs. O único tight end de ofício na Seleção Brasileira é o JP Fabres, do Rio de Janeiro Patriotas.

O gaúcho crê que sua chamada para os Onças se deva na posição de end, onde se sente mais confortável para atuar no pass rush, independente do gap a ser atacado.

—Fiz alguns snaps só em B gap, mas estou bem mais acostumado em jogar por fora dos tackles. Acredito que a convocação tenha sido mais mista para poder variar os pacotes entre mais rapidez ou mais força — explicou.

Perguntado se existe a possibilidade de dobrar como tight end, Zanon foi bem simples.

— Acho muito difícil isso acontecer. Seria uma honra para mim, mas sei que tem muita gente no ataque disputando vaga e não tenho chances de fazer isso num futuro próximo — disse.

Com a orientação do coordenador defensivo Clayton Lovett na formação base 43 e para rodar os defensive lines constantemente, com o intuito de pressionar constantemente o signal caller argentino, a chance de participar em menos hikes aumenta. Como característica marcante no speed rush, posicioná-lo no C gap em 5 tech é uma tendência, ou em 9 tech, caso os Halcones joguem com um inline tight end.

— Essa decisão do coach só ressalta o quão qualificado é essa posição e que não há espaço para erros de quem estiver em campo. Eu gosto muito de variar jogada de velocidade e força, tentando atacar a vulnerabilidade do offensive tackle — finalizou.

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