Cuiabá Arsenal protocola utilização do COT da Barra do Pari

Cuiabá Arsenal se compromete a finalizar os 30% restantes da obra. Foto Junior Martins/Arsenal/Futebol Americano Brasil

No início do mês de outubro, mais precisamente no dia 3, o Cuiabá Arsenal protocolou junto a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra/MT) a proposta de cessão do Centro Oficial de Treinamento Rubens dos Santos – conhecido por COT da Barra do Pari –, localizado em Várzea Grande, próximo de Cuiabá.

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O Arsenal se compromete a finalizar as obras, que estão paradas há cinco anos. Originalmente, o empreendimento estava previsto para ser completado em 2014, para ser voltado as atividades das seleções de futebol que jogariam na Capital durante a Copa do Mundo organizada pela Fifa.

— O COT do Pari foi abandonado por governos anteriores e se tornou um problema para a sociedade e à atual gestão do Palácio Paiaguás, que, segundo o próprio governador Mauro Mendes, em síntese, tem poucos recursos e outras prioridades. Ou seja, o governo não pode gastar com a conclusão desta obra da Copa do Mundo de futebol de 2014. Então, nós pedimos a cessão do COT para usar e terminar as obras — comentou o presidente do Cuiabá Arsenal, Denevaldo Barbosa Jr, ao Olhar Esportivo.

No caso da proposta de cessão ser concedida, o COT da Barra do Pari se tornaria o maior centro de treinamento de futebol americano e de flag football do País. Seria um marco histórico nacional e estadual para o desenvolvimento do esporte. O Arsenal precisará captar cerca de R$ 10 milhões junto a parceiros para finalizar a obra.

Mesmo com o abandono e a perspectiva de não conclusão da obra por parte do governo estadual devido ao rompimento do contrato com a Engeglobal – empresa responsável pelo andamento da construção –, o estádio orçado inicialmente em R$ 31,7 milhões já está com 70% completo. Em uma área de cerca de 52 mil metros quadrados, o COT da Barra do Pari foi projetado para ter capacidade para três mil torcedores, com salas de imprensa, cabines de transmissão, vestiários, estacionamento, camarotes, lounge, sala de musculação, sala de fisioterapia, alojamentos, lavanderia, cozinha, refeitório e restaurante.

— Estamos sofrendo para conseguir achar lugar para jogar. São locais com pouca estrutura. Participamos da liga de elite nacional, que está crescendo bastante. São mais de cinco mil atletas no país. Justamente para dar otimização nos espaços esportivos. Isto iria salvar a própria existência do esporte em Mato Grosso. Várias cidades já montaram seus times. Seria um estrutura que não temos em parte nenhuma do país — disse Barbosa Jr.

Até o presente momento, o protocolo do Arsenal se encontra em deliberação na Superintendência de Gestão de Obras Especiais da Sinfra. A ação pode ser acompanhada por este link http://www.protocolo.sad.mt.gov.br/consulta, sob o número do protocolo 485631, ano de 2019.

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