Desenvolvimento criativo tornam jerseys peças de coleção no futebol americano nacional

Modelo usado pelo Brasil Onças em 2015 na IFAF World Championship virou peça cobiçada no futebol americano. Foto Victor Fancisco/Salão Oval

Opinão – Por Leonardo Oberherr

Quando falamos na história do futebol americano no Brasil, lembramos de clubes, jogadores, torneios, e é recorrente a lembrança daqueles icônicos uniformes que marcaram época. Quem aqui não se recorda das estilosas jerseys da Lusa Lions, ou do antigo Vasco da Gama Patriotas? E que tal os uniformes de Sada Cruzeiro e Galo Futebol Americano? O Brasil Onças, por exemplo, eternizou aquele uniforme amarelo que rendeu a única vitória da seleção na IFAF World Championship, diante da Coreia do Sul.

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Assim como escudos, grandes jogadores, os uniformes são peças primordiais para recontar a história do esporte, sobretudo o coletivo. Paralelamente ao futebol, por exemplo, o futebol americano já tem mostrado em sua recente história uniformes que caíram no conceito e no gosto popular.

Não é de hoje, também, que as camisas de time viraram peça importante nos armários Brasil a fora. Empresas de materiais esportivos viraram grifes nobres, e produzem camisetas com alta tecnologia, e acima de tudo, para o torcedor, com estilo – o que leva alguns fanáticos do esporte a colecionarem camisetas que nem de seu time é. O futebol americano caminha, pelo menos no Brasil, para o mesmo rumo, e graças às empresas que têm sido importante pilar de sustentação deste modelo.

Para falar de jerseys, inevitavelmente o nome de algumas empresas vêm à mente: Áurea Sports, Blockstone, Set Hut, Kickball, Traktor, e até mesmo a Kappa. Algumas já não integram mais o cenário, caso de Set Hut e Kappa, por exemplo, mas algumas de sua obras primas ficarão na história do esporte.

O processo de reconhecimento do esporte e de aproximação com o público passa pela fidelização de marca junto ao torcedor.

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E um uniforme pode ser parte influente deste processo. Um uniforme fica (re)conhecido quando a equipe vence, ou, apenas, por ser bonito. Um uniforme feio e perdedor ninguém gosta. Porém, quando se alinha um uniforme bonito e vencedor, aí é sucesso na certa. Esse sucesso acaba se contabilizando diretamente no caixa da equipe, que, se bem feito, consegue transformar esse sucesso todo em vendas.

Talvez por isso hoje uma das principais empresas de material esportivo, a Kickball, detentora de um acervo com mais de 50 times, tenha tido tanto sucesso. Iniciada em 1989, no ramo da moda, foi apenas nos anos 2000 que entrou de vez no mercado esportivo, sendo hoje uma empresa que produz para praticamente todos os esportes nacionais, como o futebol, voleibol, basquete, handebol, rugby, ciclismo, corrida, e evidentemente, futebol americano.

A Traktor, antiga fornecedora do Brasil Onças na Copa do Mundo, é a empresa mais antiga no ramo do futebol americano, e orgulha-se da sua história. Muitos times campeões já vestiram Traktor.

Outra empresa com destaque e crescimento recentes é a Aurea Sports. Focada no desenvolvimento estratégico da empresa, a Áurea é outra que projeta uniformes de qualidade para o cenário do esporte no Brasil.

Além das jerseys, que são peças históricas, como já citamos, existe ainda o apelo pela gama de produtos licenciados dos clubes. Por isso as empresas investem também em roupas de passeio, bonés, acessórios, e itens de viagem. Estes produtos possuem uma vantagem para o consumidor final: são mais baratos.

Além de toda diversidade nos produtos ofertados, tem ainda as diferentes tecnologias empregadas nas confecções das camisas, em especial, das jerseys.

— Tratamos nossos produtos esportivos como moda, com a qualidade, a beleza, e a durabilidade, e por isso temos grande preocupação com a qualidade. Nossas Jerseys de jogo são adequadas ao Futebol Americano brasileiro, tem costuras reforçadas, ventilação estratégica, o peso ideal para um país tropical além de um design elaborado proporcionando muito conforto para os atletas — explica o diretor da Kickball, Paulo Carneiro Costa.

O proprietário da Traktor, Wagner Scafati, comenta que a qualidade dos produtos da empresa são únicas, com tecido e estrutura exclusivas, projetado por um engenheiro têxtil, especialmente para as condições do Brasil, e que isso faz total diferença para os jogadores.

— O tecido é mais resistente e em algumas partes é duplo. A camisa de passeio para ser bem fiel aos uniformes usa o mesmo tecido, porém, com uma construção mais leve para que seja confortável ao se vestir — conta Scafati.

Fato é que ter uma jersey de qualidade faz diferença na durabilidade do uniforme, gerando menos gastos, e, ainda, pode proporcionar ganhos financeiros ao vender tais camisas para fãs do esporte.

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COMMENTS

  • Victor Santos

    Opaaa.. Vou leiloar as minhas do RJ IMPERADORES, a transparente e a bonitona… também as do Vasco de 2013, 2014 (amarela), 2015 e 2016. .. acho que tenho até a de 2017. Rs

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