FGFA multa o Juventude por injúria racial no confronto contra o Restinga Redskulls

A Federação Gaúcha de Futebol Americano (FGFA) divulgou em sua página oficial no Facebook a sua posição em relação as denúncias de racismo no confronto entre Juventude vs. Restinga Redskulls, pela semana 5 do campeonato gaúcho temporada 2017. Leia abaixo a nota na íntegra.

Confira a classificação do campeonato gaúcho



“A Federação Gaúcha de Futebol Americano apurou nos últimos dias o ocorrido no jogo entre Juventude FA e Restinga Redskulls. A acusação de injúria racial foi analisada pela Comissão Disciplinar da competição.

Ao analisar as provas, a comissão multou o Juventude FA pelas injúrias advindas da torcida do time mandante, baseado no Artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

Vale ressaltar que durante todo o processo sobre o caso a equipe do Juventude FA se mostrou solicita na obtenção de evidências e que durante o jogo agiu para coibir as injúrias registradas pelos árbitros.

As investigações não cessarão até que possamos punir os culpados por tal ato.

A Federação Gaúcha de Futebol Americano espera que com esta punição, atos como este não se repitam mais em nossas competições e que sirvam de exemplo para que isso não venha mais a ocorrer dentro do cenário brasileiro do futebol americano. A prática do esporte requer, acima de tudo, que sejamos respeitosos com nossos adversários, colegas de time e torcida, para que possamos assim proporcionar o melhor que o futebol tem a nos oferecer.”

Entenda o artigo 243-G do CBJD

O Futebol Americano Brasil foi em busca do Código Brasileiro de Justiça Desportiva para entender como funciona o artigo 243-G do CBJD, que foi aplicado contra a equipe caxiense.

Embora a súmula da partida aponte que o ato partiu da área onde se encontravam torcedores do Juventude, sua antidesportividade pode ser atribuída igualmente ao clube, responsável pelo comportamento de seus seguidores – assim como fora atribuído ao caso que envolveu o Atlético/PR no duelo contra o Palmeiras, em 2016, pela Série A do campeonato brasileiro de futebol.

“Art. 243-G. Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência:

Pena: suspensão de cinco a dez partidas, se praticada por atleta, mesmo se suplente, treinador, médico ou membro da comissão técnica, e suspensão pelo prazo de cento e vinte a trezentos e sessenta dias, se praticada por qualquer outra pessoa natural submetida a este Código, além de multa, de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais).

§ 1º Caso a infração prevista neste artigo seja praticada simultaneamente por considerável número de pessoas vinculadas a uma mesma entidade de prática desportiva, esta também será punida com a perda do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente, e, na reincidência, com a perda do dobro do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente; caso não haja atribuição de pontos pelo regulamento da competição, a entidade de prática desportiva será excluída da competição, torneio ou equivalente.

§ 2º A pena de multa prevista neste artigo poderá ser aplicada à entidade de prática desportiva cuja torcida praticar os atos discriminatórios nele tipificados, e os torcedores identificados ficarão proibidos de ingressar na respectiva praça esportiva pelo prazo mínimo de setecentos e vinte dias.

§ 3º Quando a infração for considerada de extrema gravidade, o órgão judicante poderá aplicar as penas dos incisos V, VII e XI do art. 170.

O Código Brasileiro de Justiça Desportiva pode ser acessado pelo link do Ministério do Esporte http://www.esporte.gov.br/arquivos/cejd/arquivos/CBJD09032015.pdf.

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COMMENTS

  • Georges Edward Alves

    Tem que agir rápido e com rigor, pra evitar que a praga do racismo se espalhe. Punição exemplar para os criminosos.

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