Jogo terrestre vs aéreo – o que esperar a final da Copa RS entre Carlos Barbosa Ximangos e Cruzeiro Lions

No primeiro encontro de 2018, a unidade defensiva do Carlos Barbosa Ximangos passou zerada. Foto DM Photography

A final da terceira edição da Copa RS entre Carlos Barbosa Ximangos e Cruzeiro Lions, agendada para o dia 25 de novembro, no relvado do Clube Serrano, em Carlos Barbosa, marca um embate entre sistemas opostos na unidade ofensiva.

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As equipes já se enfrentaram duas vezes na história. Na Copa RS 2017, os Lions – ainda com o nome Porto Alegre Warriors – venceram em Carlos Barbosa por 20 a 16. Já na temporada regular da Copa deste ano, os Ximangos levaram a melhor por 12 a 0. Portanto, a final será o desempate entre as equipes.

Cada um dos programas apresentou ao longo da temporada regular uma peculiaridade para obter sucesso. O roster da Serra Gaúcha apresentou melhor desempenho pelo jogo terrestre. Enquanto que second string dos porto-alegrenses capitalizavam pelo lado aéreo.

O Futebol Americano Brasil analisou os desempenhos das unidades de ataque para buscar prever o que pode ser visto neste encerramento do full pads no Rio Grande do Sul. Confira abaixo a tabela de comparativo entre as duas equipes e suas médias por jogo.

Desempenhos Carlos Barbosa Ximangos Cruzeiro Lions
Jardas totais/média 523/174.3 408/136
Snaps/média 162/54 130/43
Jardas por snap/média 3.02 3.04
Touchdowns/média 6/2 5/1.6
PATs/média 5/1.6 1/0.3
Jogo aéreo
Completos/tentativa 25/60 (41.6% de acerto) 27/63 (42.8% de acerto)
Jardas aéreas/média 189/63 257/85.6
Jardas médias por acerto 4.15 9.46
TDs aéreos/média 0/0 5
Interceptações/média 1/0.3 2/0.6
Jogo terrestre
Jardas/tentativa 96/32 62/21
Jardas corridas/média 357/119 172/57
Jardas médias por corrida 3.68 2.55
TDs corridos/média 4/1.33 0/0
Conversões para 1st down
3ª descida 7/38 (18.4%) 10/34 (29.4%)
4ª descida 3/5 (60%) 2/2 (100%)
Jardas cedidas por faltas
Ataque 150/20 123/16
Defesa 125/10 76/6
Placekickers/punters
FG/tentativa 3/10 (33.3%) 1/3 (33.3%
Média de yds por punts 31.16 28.48

Os pontos-chaves do confronto

Se as conversões de terceiras descidas para first downs são extremamente importantes nos jogos da National Football League (NFL), aqui não poderia ser diferente. Para esta decisão, tanto os Ximangos, quanto os Lions tem um aproveitamento muito baixo neste quesito: 18.4% e 29.4%, respectivamente. A aplicação despenca quando o cenário é de 3rd down +7yd. Os Ximangos não converteram em primeiras descidas nenhuma das 26 vezes que estiveram nesta situação. Enquanto que os Lions conseguiram quatro de 20 tentativas.

— Isso é meio que um padrão dos programas de futebol americano aqui do Brasil, pelo menos do Rio Grande do Sul com mais certeza, o baixo aproveitamento em terceiras descidas longas. A gente não é muito inventivo por aqui, não tem muito efeito surpresa — comentou o presidente da Federação Gaúcha de Futebol Americano (FGFA), Ismael Ferreira.

Big plays

Outro fator são big plays. Em jogadas de +10yds, Carlos Barbosa anotou oito passes e dez corridas; em +20yd foram duas corridas (24yd a mais longa) e um passe de 41yd.

Já Porto Alegre anotou igualmente nos dois quesitos feitos pelo rival da Serra. A única diferença são: uma corrida de 27yd e um passe de 20yd.

Uma curiosidade é todos os drives de pontuação dos Ximangos arrancaram sempre do território de ataque, o que indica um problema de capitalização de pontos em ocasiões que a unidade larga em seu próprio campo. Quando iniciou em sua área de defesa, o elenco de Carlos Barbosa teve um field goal perdido, dez punts, um turnover e um turnover on downs.

Cenários de redzone

Situação de redzone Carlos Barbosa Ximangos Cruzeiro Lions
Chegadas 13 8
Touchdowns 4 5
FG (feitos/tentados) 2/5 (40%) 1/2 (50%)
Punts 2 0
Turnovers 2 1

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