Saiba como funcionará a temporada 2016/2017 da Liga Portuguesa de Futebol Americano

Na manhã desta segunda-feira (18), a Associação Portuguesa de Futebol Americano (APFA) divulgou as dez equipes que irão disputar a oitava edição da Liga Portuguesa de Futebol Americano (LPFA). Assim como anunciado anteriormente pelo Futebol Americano Brasil, duas novidades para a temporada 2016/2017 do certame português: o retorno do elenco de Portimão, o Algarve Pirates, e a entrada do Maia Renegades – acordo entre os Renegades com o Maia Lidador e a entrada de jogadores do Maia Mustangs no roster.

Saiba como foi a temporada 2015/2016 da Liga Portuguesa

Jogarão esta época o Algarve Pirates, Algarve Sharks (vice-campeão), Braga Black Knights, Braga Warriors, Cascais Crusaders, Lisboa Devils (campeão), Lisboa Navigators, Maia Renegades, Paredes Lumberjacks e Porto Mutts.

Havia a dúvida no ar sobre a participação dos rafeiros e uma possível entrada do Évora Longhorns na competição. Já que os Mutts não conseguiram em tempo hábil encontrar um campo para ser a sede da semifinal da LPFA, contra os Sharks. De acordo com o regulamento, o clube deveria ser punido com a não participação de uma temporada.

O Futebol Americano Brasil entrou em contato com o atual presidente da APFA, Duarte Hipólito Carreira – que tembém é presidente do Lisboa Devils – para saber mais sobre a nova disputa no cenário lusitano.

Confira a entrevista na íntegra

Futebol Americano Brasil – Quando inicia e termina a temporada regular? E a série de playoffs?

Duarter Hipólito Carreira – A fase regular começa no fim-de-semana de 5 e 6 de novembro e termina no de 25 e 26 de fevereiro. Depois há um fim-de-semana de wildcard, com dois jogos, e de seguida as meias-finais. Os vencedores destas duas partidas apuram-se para a grande final, a jogar no fim de semana de 8 e 9 de Abril de 2017.

FABR – Será usada uma fórmula diferente de disputa nesta época, haja vista que o regulamento tinha falhas nos critérios de desempate na edição anterior? Me passaram a informação de uma temporada de todos contra todos em turno único. Isso confere? Ou é melhor deixar a competição dividida em Conferências para minimizar os custos de logística?

Carreira – A fórmula deste ano é completamente nova pois pela primeira vez vamos ter os 10 clubes a jogar todos contra todos, a uma volta. O modelo escolhido vai permitir três coisas que nos parecem essenciais: um, trazer uma maior competitividade à Liga Portuguesa de Futebol Americano; dois, que todos os clubes tenham a hipótese de se defronta e três, a tabela nacional final vai refletir com maior rigor quais as melhores equipas em Portugal, abrindo portas a que, num futuro muito próximo, existam duas Divisões.

FABR – Pela sequência dos Mutts no certame, a APFA não punirá os rafeiros pelo episódio de não ser sede na semifinal da temporada 2015/2016 contra o Algarve Sharks, como prevê o regulamento da competição anterior?

Carreira – Este é um assunto que pertence ao foro interno da Associação e que recentemente foi discutido em reunião de clubes. Aquilo que posso dizer é que houve uma sanção aplicada mas que não impedirá a participação no próximo campeonato.

FABR – Há algum plano para levar mais público nos estádios?

Carreira – Sem dúvida que sim. Uma das coisas que sentimos é que há a necessidade de se fazer um trabalho de promoção do desporto que traga mais atletas e mais adeptos às bancadas. Acho que o futebol americano está prestes a dar o salto e a deixar de ter apenas amigos e familiares na bancada mas isso só será possível com o esforço de todos: da Associação, ao criar condições para que se fale do desporto, e aos clubes, que deverão ter um papel fulcral na comunicação diária junto dos seus adeptos, em particular nas redes sociais.

FABR – As equipes serão estimuladas a venda de ingressos e outras formas de renda para atrair novos adeptos, assim como já acontece no Brasil?

Carreira – Enquanto presidente da Associação posso garantir que tudo faremos para os clubes consigam trazer gente aos estádios. Sei que há clubes em Portugal que na próxima época cobrarão bilhete e, por estranho que possa parecer a algumas pessoas, isso não será uma forma de tirar gente às bancadas mais sim o oposto. Pessoalmente, acho que a venda de bilhetes a preços simbólicos é vantajosa. Não me chocaria pagar €2 ou €3 para ver um jogo, ou até quem sabe a €5 se oferecer alguma bebida/comida, por exemplo. A tendência é que o campeonato português tenha cada vez mais espectadores e esperamos que esse incremento ajude também os clubes a ficar financeiramente mais sólidos.

FABR –Há regulamento para inscrição de jogadores estrangeiros, uma vez que os Devils e Sharks desnivelaram a competição com a inclusão de americanos e canadenses?

Carreira – Estou à vontade para falar disso pois esses regulamentos não foram criados por esta direcção. Tanto quanto sei, o regulamento de inscrições de jogadores, que nacionais quer estrangeiros, mantém-se o mesmo há já vários anos e nunca foi um problema. Aliás, antes dos Sharks e Devils inscreverem jogadores norte-americanos já outras equipas o tinham feito, cumprindo exatamente os mesmos requisitos que hoje existem. Parecem-me regulamentos muito equilibrados, que privilegiam o jogador nacional e só permitem ter três americanos/canadianos/mexicanos/japoneses em campo por jogo.

FABR – A final será em uma sede neutra ou será jogada na equipa que tiver melhor campanha?

Carreira – A final do campeonato de 2017 será realizada na cidade de Évora e a final de 2018 numa cidade do Norte do país. O futebol americano é uma modalidade em expansão e devemos levá-la a sítios que não tenham tradição neste desporto mas que ao mesmo tempo tenham interesse em assistir a uma partida desta. Pego no caso de Évora: tem uma equipa local que, se tudo correr como esperado, começará a competir já em 2017. Porque não realizar lá uma final “a sério”, com tudo preparado ao milímetro, que coloque a cidade e a modalidade no mapa do desporto nacional, nem que seja por um fim de semana?

FABR – Fala-se de haver uma seleção portuguesa. É verdade?

Carreira – Uma coisa que sempre me fez alguma confusão no futebol americano nacional foi o pensamento do “somos muito amadores para esses voos…”. Entendamos uma coisa: há material humano no nosso país para levar a modalidade a patamares nunca antes atingidos, mesmo que alguns insistam em dizer o contrário. Posto isto: sim, é verdade que vai nascer muito em breve a Selecção Nacional Portuguesa de Futebol Americano . Estamos neste momento a avaliar a composição da equipa técnica e a expectativa é apresentá-la ao público ainda em 2017. Além disso, gostávamos de realizar um jogo ainda este ano mas temos noção que os calendários das selecções são mais complicados de gerir e que temos de estar sujeitos a alguma demora. Mas estamos com muita expectativa para esta nova fase do desporto em Portugal.

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